2012!
Nossa História
 

A partir dos anos 20 (século passado), começa a instalar-se no Estado do Paraná (Região Norte), na   Água do Cerne (entre as cidades de  Bela Vista e Sertanópolis), várias famílias de imigrantes portugueses. Dentre essas  famílias, cujos sítios ficavam à margem da estrada do Cerne  poderíamos destacar: O Tio Acúrsio e a sua esposa, Tia Constância (aqueles que “colecionavam” cachorros...), Tio Pastor, Tio Aniceto Martins, Tio João Martins, conhecido como “ Tio Pícaro”, Tio Manoel Almeida, Tio José Manoel Almeida e Tia Aurora, Tio Lagoas, Tio Caetano,  Tio José Loução e Tia Cecilia, Tio Antoninho Loução, Tio Daniel Valente, Tio Joaquim Valente.

Havia também famílias de outras etnias, como as famílias de Imigrantes de Italianos, os Nicolinos, os Talianamentos, a Dona Esperança e também uma família de imigrantes japoneses (família Matsuoka)....  A família da Dona Ritinha, a Familia da Dona Corina e Zé Lima... Desviando-se da estrada do Cerne, em direção à Capela de São Sebastião, depois da ponte do Cerne, outras estradas vicinais se iniciam e ai poderemos destacar os sítios de outras famílias, como: Sr. José Fortunato, Tio Tio Pitotas, Tio João Manoel Fernandes e Tia Amelia (conhecido também como “ Tio Pizoeiro”), Tio Gabriel, Tio Germano Teixeira e Tereza , Tio Antonio Abílio,  Tio Pereira e Tia Joana, Tio Carlos Augusto e Tia Mariquinhas, Tio Manoel Pastor, Tio João da Cruz, Tio Januário, Tio Antonio Pires, Tio José Patricio... Vale destacar que no sitio do José Manoel  e Aurora Almeida, vivia a família do Tio Lagoas e no sitio do João Manoel Fernandes e da Dona Amelia, viviam as famílias do Tio Guilherme e Dona Arminda, Tio Quintino e Dona Miquelina (Crocheteira), a família do Manecão, do Zé Victorino...a família do João Patricio.

Também não se pode ignorar  a presença, nessa localidade,  de três grandes  parteiras, que trouxeram ao mundo muitas crianças nascidas na Água do Cerne, a Dona Mariquinhas Augusto, a sua Irmã Dona Aurora Almeida e a Dona Neves, esposa do Manecão !!

Esses imigrantes do além mar, vindo de muitas aldeias de Trás-Os-Montes, como Agrochão, Brito, Lamalonga, Penhas Juntas, Negreda..., instalaram-se nessa terra (O Cerne), encontrando receptividade e acolhida. Inicia-se então, toda uma relação com esse lugar. Eram mais de 500 pessoas vivendo em perfeita harmonia, sem deixar, jamais, de cultivar as tradições portuguesas !

Conforme cita o saudoso Mario Braz Almeida em seu livro O Cerne,” Os imigrantes portugueses representam bem uma etnia que,  além de povoar bem este estado, foi responsável pelo desenvolvimento de uma região de nosso país...”

Colaboraram na redação deste texto: Maria Amelia Almeida com as preciosas informações de sua estimada mãe, Angelina Fernandes de Almeida, que recém completou 89 anos.

Água do Cerne, 10 de fevereiro de 2012

Solicitamos a colaboração de todos os conhecidos e descendentes dessas famílias para que nos  enviem sugestões, informações, fotos,  textos para que possamos cada vez mais melhorar e  ampliar este site www.aguadocerne.com.br